Rali Dakar em tempos de Covid-19

Começou no domingo uma das provas mais desafiantes do mundo, considerada a mais exigente a todos os níveis por grande parte dos pilotos. Estamos a falar evidentemente da 43.ª edição do Rali Dakar.

Para os mais distraídos as categorias estão divididas por motas, quadriciclos, automóveis, veículos leves, camiões e por fim os clássicos, uma estreia nesta modalidade. Dentro destas categorias ainda existem vários grupos mais específicos como por exemplo carros modificados, carros de produção, camiões de 4 ou 6 rodas.

A categoria dos clássicos é uma estreia absoluta na prova e a meu ver uma das melhores introduções. São nada mais nada menos que todos os carros e camiões anteriores ao ano 2000. Os verdadeiros guerreiros que continuam com o espirito original da prova nos anos 80 e 90.

A prova decorre entre 3 e 15 de Janeiro e é composta pelo prólogo, 12 etapas e um dia de descanso, no dia 9, tudo na Arábia Saudita. A prova tem vindo a sofrer várias alterações ao longo dos anos e sim, Dakar é apenas uma marca, mas pode ser que talvez um dia possa regressar às suas origens.

Existe uma nova rota de 7.646 quilómetros onde 4.767 fazem parte da prova, com medidas de controlo de velocidade com o objetivo de reduzir os acidentes, algo comum nesta prova. Devido ao Covid-19 existem agora duas etapas que começam e acabam no mesmo sitio como um “loop”, são a 3.ª e a 9.ª.

Uma prova com bastantes restrições mais é o possível nos tempos em que vivemos. É quase um milagre que esta prova se esteja a realizar pois com a pandemia do Covid-19 vários patrocinadores retiraram o seu apoio e as deslocações tornaram-se quase impossíveis, mas aqui estamos.

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