Ferrari Roma, um clássico moderno

O novo Ferrari foi buscar inspiração aos modelos icónicos GT 250 da década de 1960, que são cada vez mais valorizados devido ao seu histórico desportivo e baixo número de exemplares, avaliados na casa dos milhões de euros. O Roma é a nova resposta ao mercado dos GT onde compete directamente com modelos como o McLaren GT o Aston Martin Vantage, ou o Mercedes AMG GT  

Os modelos antigos que serviram de inspiração e o novo Ferrari Roma.

Por fora a marca italiana quis representar todo o ambiente da capital e tal como partilham o mesmo nome, o Roma também partilha as linhas curvas e todo o drama da cidade. A Ferrari define esse espírito como “la nuova dolce vita”. Tem uma frente comprida a descer para a grelha que guarda o motor, e os dois lugares estão chegados atrás, como todos os GT devem ser.

Com 4,65 metros de comprimento e 1,3 metros de altura o novo Ferrari Roma tem uma distribuição de peso perfeita entre eixos, ou seja 50% na frente e 50% na traseira, pesando apenas 1.472 kg.

Um motor digno de ser visto.

O motor conta com 620 cv e 760 Nm num bloco 3.9 V8 twin turbo, dispondo de uma forte resposta em regimes de rotação baixos. Os 0 aos 100 km/h ão feitos em 3,4 segundos e os 0 aos 200 km/h em apenas 9,3 segundos. A velocidade máxima está reservada aos 320 km/h. Com o sistema Variable Boost Management o tempo de reposta do turbo (turbo lag) deixa de existir. Os números do Ferrari Roma encontram-se na casa dos melhores GT do mercado, como seria de esperar.

Apesar de ser um modelo menos focado na performance face a outros exemplares da marca, o novo Roma conta com um sistema de escape com válvulas bypass que transformam o barulho do motor numa verdadeira música para nós apaixonados por carros. A nível de transmissão conta ainda com uma caixa de dupla embraiagem e oito velocidade que envia a potência para as rodas traseiras.

Por dentro o Roma preocupa-se com o conforto. Não existe duvida que se está abordo de um Ferrari, conta com materiais de elevada qualidade e um acabamento detalhado. Os dois bancos são divididos por uma consola central que sobe até ao tablier onde tem um ecrã que controla todas as funcionalidades do modelo. Focado no condutor temos um painel de instrumentos digital de grandes dimensões. O passageiro tem um pequeno display dedicado onde consegue ver informações relativas ao carro, algo já conhecido mas que merece ser referido.

Um dos destaques do modelo vai para a bagageira de dimensões aceitáveis, o espaço extra deve-se ao facto do modelo não ter motor central.

A Ferrai conseguiu ir buscar a inspiração certa e criou mais uma obra de arte sobre rodas. Em Portugal o seu preço irá começar nos 200 mil euros o que o torna bastante competitivo entre modelos do mesmo segmento.
Vale perguntar, se tivessem de optar por um GT escolhiam o Ferrari Roma?

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